O 4 de julho, 250º aniversário dos EUA, ficou marcado por uma imagem da Reuters que ganhou viralidade nas redes. A foto mostra uma passageira negra sentada num comboio de metro em Washington, rodeada por dezenas de membros mascarados da Patriot Front, em direção a uma marcha no centro de Washington, D.C.
A fotografia foi tirada por Cheney Orr no domingo, 4 de julho de 2026, durante as celebrações, e rapidamente gerou debates sobre racismo, extremismo e patriotismo. A legenda da foto descreve a cena ocorrida no metro de Washington nesse dia.
Imagens adicionais mostram a Patriot Front a marchar em Capitol Hill, com bandeiras invertidas e estandartes confederados. Os manifestantes usavam bonés com 13 estrelas, símbolos das origens coloniais dos Estados Unidos.
A foto de Orr tem sido amplamente partilhada, sendo considerada por muitos como uma imagem emblemática das tensões raciais presentes no país. Comentadores associam-na a temas de igualdade e de resistência a atitudes de intimidação.
Diversos usuários pedem que a imagem receba o Prémio Pulitzer, enquanto outros discutem a discrepância entre celebrações nacionais e progressos sociais. A discussão é acompanhada por comparações com episódios históricos de luta por direitos civis.
Não há evidência de que a imagem tenha sido encenada ou gerada por inteligência artificial. A Patriot Front é uma milícia supremacista branca com sede no Texas, criada em 2017 e que afirma lealdade à “nação americana”.
O Centro de Estudos sobre o Extremismo da Universidade George Washington descreve o grupo como uma organização nacionalista branca que defende um etnoestado, vendo o multiculturalismo e a imigração como ameaças à visão de uma América homogénea.
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