O estado de alerta em Portugal deverá manter-se na próxima semana, com dias ainda muito quentes pela frente. As autoridades indicam que o período manterá uma gravidade acentuada, obrigando a manter recursos humanos e materiais disponíveis.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que o objetivo é manter o estado de alerta caso as condições climáticas se mantenham. Os meios estão a ser distribuídos por todo o país para permitir uma resposta rápida na fase inicial dos incêndios, com uma taxa de extinção significativa nos primeiros momentos.
Foi também acionado o mecanismo europeu de proteção civil. O ministro revelou que está a contactar países vizinhos para apoio, referindo uma comunicação recente com o homólogo de Marrocos, com resposta esperada brevemente.
Durante a intervenção no briefing da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Neves elogiou o trabalho das equipas no terreno, destacando o trabalho conjunto de bombeiros, agentes da proteção civil, comandos regionais e presidentes de Câmara. Este entrosamento foi observado especialmente em Águeda, Vouzela e Sever do Vouga na noite de sexta-feira, junto aos pontos de frente.
O ministro descreveu condições extremas observadas à hora mencionada, com temperaturas altas, índices de humidade baixos e ventos fortes, sublinhando a necessidade de reforçar o recurso a meios aéreos. O investimento nesse setor já está a decorrer e deverá evoluir para acompanhar a evolução da frente de fogo.
Cooperação internacional e planeamento
Os próximos dias devem manter-se sob forte pressão, com a propagação de calor para o Alentejo e o sul do país. O governante confirmou que o combate é complexo e que se encontra no início de uma luta que poderá prolongar-se durante meses.
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