- Moçambique recebeu mais 65 nacionais repatriados da África do Sul, vítimas de xenofobia, com expectativa de chegada adicional de 65 cidadãos na tarde de hoje, incluindo 14 de Witbank, Mpumalanga.
- Além disso, a missão moçambicana na África do Sul tem registo de mais 48 cidadãos, incluindo quatro crianças, que manifestaram a intenção de regressar ao país a partir da província do Cabo Ocidental.
- Os cidadãos estão a ser acolhidos no Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, prosseguindo o processo de assistência e repatriamento.
- No Gauteng, uma cidadã moçambicana que deu à luz nas instalações do Alto Comissariado recebeu alta e encontra-se com o recém-nascido em boas condições.
- O Governo de Moçambique mantém o acompanhamento da situação e reforça a assistência consular e repatriamento devido aos atos de violência e intimidação contra imigrantes na África do Sul.
O Governo de Moçambique anunciou a repatriação de mais 65 nacionais da África do Sul, vítimas de ataques xenófobos. O Gabinete de Informação de Moçambique (Gabingo) confirmou ainda a existência de registo de 48 pessoas que manifestaram, nas representações diplomáticas, o desejo de regressar ao país. A chegada ocorreria na tarde de hoje.
Segundo o Gabinfo, os cidadãos moçambicanos regressam no âmbito das ações de apoio e repatriamento em curso, com 14 provenientes de Witbank, Mpumalanga. A missão consular na cidade do Cabo indicou a presença de 48 nacionais, incluindo quatro crianças, que confirmaram a intenção de regressar.
As senhorias retornadas permanecem acolhidas no Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, abrangendo residentes de Joanesburgo, Pretória, Gauteng e outras localidades. O documento afirma que o processo de assistência continua, bem como o repatriamento de afetados pelos atos de intimidação e violência.
Em Gauteng, uma cidadã moçambicana que deu à luz nas instalações do Alto Comissariado recebeu alta hospitalar. O recém-nascido encontra-se em boas condições, com acompanhamento das autoridades para mãe e bebé.
Também se registam situações de vulnerabilidade, incluindo perda de abrigo ou de emprego, em consequência do agravamento de perseguições e de operações de controlo migratório, adianta o Gabinfo.
Contexto da situação
Manifestantes anti-imigração sul-africanos deram um prazo até 30 de junho para saída de estrangeiros. O Governo sul-africano anunciou medidas para restringir políticas migratórias e reforçar a segurança, no âmbito deste cenário.
Relevância e resposta oficial
O Presidente de Moçambique reconheceu o agravamento da xenofobia na África do Sul e garantiu condições logísticas para o repatriamento e acolhimento das vítimas. O Governo moçambicano já informou que dezenas de milhar de cidadãos chegaram a regressar ao país.
Moçambique tem cerca de 300 mil cidadãos na África do Sul, com milhares já regressando na sequência da violência. O Governo continua a acompanhar a situação através das representações diplomáticas e consulares na região.
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