Um ataque noturno contra Kiev deixou pelo menos 20 mortos, segundo autoridades locais, com o número a poder aumentar. Mísseis e drones russos atingiram vários edifícios residenciais e infraestruturas civis, num dos ataques mais intensos dos últimos meses.
O Governo Ucraniano pediu aos parceiros ocidentais ações rápidas sobre defesa aérea e sanções, alvo de críticas à organização e coordenação das resposta. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, descreveu os ataques como crimes de guerra e pediu responsabilização internacional.
Sybiha reforçou a necessidade de sistemas de defesa aérea e mísseis intercetores, afirmando que as decisões devem ser tomadas já, sem atrasos. Informou que informações dos ataques já foram repassadas aos aliados da NATO.
Fontes diplomáticas ucranianas, citadas pela Euronews, disseram que a informação foi partilhada com aliados da NATO, que se preparam para a cimeira a decorrer em Ancara na próxima semana.
Kiev tem destacado que ataques com mísseis balísticos ampliam a percepção de risco entre os parceiros, mostrando vulnerabilidades na defesa aérea. A distância entre noites com sistemas ativos e com apenas parte dos mísseis interceptados é apresentada como motivo de preocupação.
Da parte russa, o Kremlin não sinalizou mudança de estratégia. Após o ataque a Kiev, Dmitry Peskov afirmou que a Rússia vai intensificar a campanha para alcançar os seus objetivos. Não houve indicação de abrandamento.
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