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DGS recomenda hidratação e alternância de tarefas no calor no trabalho

DGS lança guia para proteger trabalhadores do calor com planos de prevenção, rotação de tarefas e hidratação regular para reduzir riscos

É importante garantir água potável fresca permanentemente disponível, incentivando a ingestão regular de 15 em 15 ou 20 em 20 minutos
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  • A DGS lançou um guia com recomendações para proteger trabalhadores expostos a temperaturas elevadas, incluindo planos de prevenção, organização do trabalho e hidratação.
  • As medidas passam por reduzir o tempo de exposição ao calor, aumentar o período de recuperação em zonas frescas, rotacionar tarefas e planejar atividades mais exigentes para as horas mais frias.
  • Garantir água potável fresca o tempo todo e incentivar a ingestão regular de 15 em 15 ou 20 em 20 minutos, com áreas de descanso com sombra ou climatização e melhoria da ventilação.
  • Vestuário e EPI adequados ao calor, incluindo chapéu, óculos de sol e protetor solar no exterior, bem como formação para reconhecer sinais de desidratação e exaustão pelo calor.
  • Os serviços de SST/SO devem avaliar riscos por posto de trabalho, identificar trabalhadores vulneráveis e designar responsáveis com formação em primeiros socorros, abrangendo também o stress térmico e a possibilidade de insolação.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) apresentou esta segunda-feira um guia com recomendações para proteger trabalhadores expostos a temperaturas elevadas. O documento aponta para planos de prevenção nas empresas, organização do trabalho e reforço da hidratação para reduzir riscos como desidratação, acidentes e doenças associadas ao calor.

O guia destaca que as alterações climáticas geram ondas de calor mais frequentes e intensas em Portugal. A exposição ao calor no local de trabalho pode comprometer a concentração e aumentar a probabilidade de acidentes, além de contribuir para lesões e doenças relacionadas com o calor.

Quem trabalha ao ar livre, como a construção, agricultura, silvicultura, pesca, recolha de lixo e serviços de emergência, bem como trabalhadores em espaços quentes sem ventilação, estão entre os mais expostos. O documento recomenda ações específicas para estes cenários.

A DGS sugere a criação de um plano de prevenção específico para temperaturas elevadas, sobretudo em períodos de calor extremo. Também indica estratégias de organização do trabalho para reduzir a exposição ao calor e aumentar os intervalos de recuperação em zonas mais frias.

Entre as medidas, está a rotação de tarefas, o planeamento de tarefas mais exigentes para as horas mais frescas e a garantia de que não haja trabalhadores a realizar atividades de maior risco sem supervisão. A hidratação constante é fortemente promovida, com ingestão regular de 15 em 15 ou 20 em 20 minutos, mesmo sem sede.

São ainda apontadas áreas de descanso com sombra ou climatização, melhoria da ventilação e arrefecimento, barreiras contra o calor e isolamento de fontes térmicas. O vestuário e os EPIs devem evitar comprometer a segurança, com recomendações de proteção adicional para atividades ao ar livre, como chapéu, óculos de sol e protetor solar.

A DGS sublinha a importância de formar trabalhadores e supervisores para reconhecer precocemente sinais de desidratação, exaustão pelo calor e outras complicações. Também recomenda a designação de responsáveis com formação em primeiros socorros por turno.

A autoridade salienta o papel central dos serviços de SST/SO na aplicação dos planos. Estes devem realizar avaliações de risco por posto de trabalho, incluindo ambiente térmico, ritmo, vestuário, EPI e condições individuais, e integrar a análise do stress térmico. Devem ainda identificar trabalhadores vulneráveis, como grávidas ou pessoas com doenças crónicas, para proteção reforçada.

Insolação

O stress térmico ocorre quando o corpo não consegue manter a temperatura entre 36 °C e 37 °C, podendo superar 38 °C com trabalho prolongado. Os principais efeitos incluem insolação, exaustão, síncope térmica, cãibras e erupções cutâneas. A insolação exige contacto imediato com os serviços de emergência (112).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2,4 mil milhões de trabalhadores estão expostos a calor excessivo no mundo, com mais de 22,85 milhões de danos à saúde anuais. A Organização Internacional do Trabalho prevê que, até 2030, o aumento da temperatura global tornará 2% das horas de trabalho inadequadas para o desempenho seguro.

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