- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão alertou que qualquer tentativa de contornar o corredor definido pelo país no estreito de Ormuz aumentaria as tensões no Médio Oriente.
- Deste lado, dezenas de embarcações navegaram pelo lado oposto da via navegável, junto à costa de Omã, apesar da exigência iraniana de passagem perto das suas costas.
- Abbas Araghchi afirmou que medidas novas apenas atrasariam a reabertura do estreito e aumentariam as tensões, apelando ao respeito do entendimento com os Estados Unidos.
- O Comando Central dos Estados Unidos informou ter atacado 10 alvos militares iranianos, na sequência de agressões à navegação comercial; o Irão disse ter retaliado bases nos Kuwait e Bahrein.
- O memorando de entendimento negociado entre Irão e Paquistão prevê a passagem segura de navios comerciais durante 60 dias, sem encargos, entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, e vice-versa.
O Irão assegurou que qualquer tentativa de contornar o corredor definido na passagem pelo estreito de Ormuz aumentaria as tensões na região. O aviso foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, numa altura em que forças dos EUA e do Irão voltaram a confrontar-se na área marítima.
Navios que atravessam o estreito têm, nos últimos dias, seguido por lados opostos da rota, perto da costa de Omã. O Irão afirma a necessidade de respeitar o corredor próximo às suas costas para a passagem das embarcações comerciais.
Ataques continuam entre EUA e Irão
O Comando Central dos EUA disse ter atingido 10 alvos militares iranianos, alegadamente por agressões contra a navegação comercial. Em resposta, o Irão afirmou ter levado a cabo ataques de retaliação contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein.
A Guarda Revolucionária do Irão informou que vai intensificar o controlo do tráfego no estreito. Em caso de violação, as embarcações serão tratadas com maior firmeza do que anteriormente.
Contexto do acordo de paz
Este fortalecimento de controlo ocorre num contexto de memorando de entendimento celebrado este mês para pôr fim à guerra. O texto prevê a passagem segura de navios comerciais, sem encargos, entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, por 60 dias.
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