O presidente do Chega, André Ventura, recebeu uma ameaça de morte em casa, numa folha A4 com a expressão morte a vocês os dois. A mensagem parece dirigir‑se a ele e à sua mulher, Dina Nunes, fisioterapeuta pediátrica, com quem é casado desde 2016. O caso está a ser visto pelas autoridades desde há menos de duas semanas.
Ventura informou o facto ao CM e revelou que o assunto já deu entrada nas autoridades competentes. O líder político afirma que o caso se soma a outras ameaças de que já foi alvo, sem, no entanto, detalhar os episódios.
Investigação em curso
O episódio mais recente foi recebido em casa de Ventura, enquanto no passado houve outro alerta zelado no gabinete do líder do Chega. O alerta chegou a tempo de acionar o presidente da Assembleia da República, que acionou os serviços de informações e segurança do Parlamento para avaliar riscos; não foi detetado perigo imediato.
Caso antigo e desfecho
Em relação ao incidente anterior, a ameaça, que chegou a 5 de maio no dia em que decorria o discurso de Ruslan Stefanchuk na Assembleia, foi entregue numa folha A4 com a anotação bomba, às 15h45. A investigação foi arquivada por impossibilidade de identificar o autor, após diligências para localizar o suspeito.
Contexto legal e impacto
Segundo o código penal português, quem provoca alarme público por meio de ameaça ou ilação de crime pode ser punido com prisão até dois anos ou multa até 240 dias. O líder do Chega admite que, apesar da atuação eficiente da segurança, viver sob ameaça é perturbador para si e para a família.
Reação e funcionamento da segurança
Ventura recebe assistência de segurança permanente, com dois agentes fixos e dois em rotação. O político reforça a importância de manter a calma e contribuir para que as autoridades continuem a apurar os factos. O caso permanece em análise pelas autoridades competentes.
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