O episódio ocorreu num lar de idosos, onde uma funcionária continuou a trabalhar após confirmar que o marido estava infetado com Covid-19. O surto no espaço levou à infeção de 109 utentes e provocou 18 óbitos entre os residentes.
A funcionária soube do diagnóstico do marido, porém manteve-se em serviço. A continuidade no atendimento contribuiu para a transmissão entre utentes e colegas de trabalho. Atenção especial foi dirigida à gestão do lar.
As autoridades de saúde detetaram o surto após utentes apresentarem sintomas e testarem positivo. Foi aberta uma investigação para apurar responsabilidades e eventuais falhas nas normas de higiene.
Reação institucional
O lar enfrenta críticas pela forma de gestão e pelas condições de higiene e cuidado. A direção diz ter tomado medidas para conter o surto e colabora com as autoridades, mas a controvérsia persiste.
O Ministério Público foi informado e poderá avançar com ações legais caso se verifiquem negligências ou incumprimentos de normas de segurança. O caso reacende o debate sobre proteção de idosos em lares.
A denúncia de uma funcionária revelou detalhes do surto e das condições do lar. O caso tornou-se público e gerou debates sobre responsabilidades institucionais e proteção de utentes em tempos críticos.
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