O país ativou o nível mais baixo dos planos de contingência devido ao calor em alguns hospitais, com reforço das equipas de urgência. A medida visa gerir a pressão nos serviços médicos durante as ondas de calor.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, confirmou a ativação do nível 1, que implica articulação com entidades e com a Proteção Civil. A ativação ocorreu nos distritos com maior risco de calor.
Este nível prevê divulgação de orientações para evitar a exposição ao calor e manter a hidratação, especialmente para utentes com doenças crónicas, idosos e crianças. Observa-se maior procura nos serviços de urgência.
Foi também reforçada a presença de equipas nos serviços de urgência dos hospitais para responder à maior procura. A ministra afirmou que as ondas de calor afetam a mortalidade, tal como as de frio.
A procura por urgências está mais elevada nas zonas com maior incidência de calor, incluindo alguns distritos sob alerta. Em Lisboa também se registou um aumento da procura, segundo a notícia.
Na terça, o INEM indicou à Lusa que, em junho, houve cerca de seis mil chamadas a mais face a 2025. O aumento está relacionado com temperaturas elevadas, agravamento de doenças crónicas e doença aguda.
A ministra acrescentou que Portugal está preparado para enfrentar a possibilidade de Ebola, caso chegue ao território, sublinhando a participação na rede de emergência sanitária internacional.
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