Cate Blanchett lançou no Parlamento Europeu um registo público de Consentimento Humano, uma ferramenta online gratuita destinada a proteger identidades contra o uso de IA. A apresentação ocorreu em Bruxelas, num evento com Eva Maydell e o realizador Steven Soderbergh.
O Human Consent Registry permite aos utilizadores autorizar ou proibir, com condições, a utilização do nome, imagem, voz, semelhança e movimento por sistemas de IA. A plataforma também se destina a terceiros, como agentes ou gestores, e pode evoluir para cobrir obras de arte, personagens ou marcas.
A iniciativa faz parte de uma campanha mais ampla de Blanchett contra o uso não regulado de IA. A RSL Media, organização que cofundou, descreve o registo como instrumento para reforçar o consentimento na era da IA.
Contexto e adesões
Eva Maydell classificou o registo como uma ferramenta que torna direitos transparentes e aumenta a confiança, mantendo a criatividade humana no centro do progresso tecnológico. O projeto já recebeu apoio de várias figuras de Hollywood, incluindo Javier Bardem, Viola Davis, Tom Hanks, Helen Mirren e Meryl Streep, entre outros.
O movimento de Blanchett no tema já contou com ações anteriores, como uma carta aberta de março de 2025 assinada por artistas de alto peso, incluindo Paul McCartney, apelando a proteções de direitos de autor frente à IA. A carta contestou argumentos de grandes tecnológicas sobre o treino de IA com obras protegidas.
Alguns artistas têm adotado medidas adicionais, como o registo de imagem e voz como marca por parte de outros famosos, num cenário de maior controlo sobre conteúdos gerados por IA. A cantora SZA criticou atitudes de músicos que apoiam soluções consideradas inadequadas pela indústria.
A RSL Media indicou que o registo de Blanchett deverá, no futuro, permitir a proteção de obras de arte, personagens ou marcas, ampliando o âmbito da ferramenta. A iniciativa surge num momento de debate público sobre consentimento, direito de autor e regulação da IA.
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