O envolvimento da Força Aérea Portuguesa (FAP) numa missão inédita ocorreu no domingo, com o transporte de seis doentes num só voo da aeronave C-295M da Esquadra 502, em várias ilhas dos Açores. A operação visou pacientes com necessidades médicas diferenciadas.
A missão foi executada por uma tripulação de cinco militares da Esquadra 502, destacada na Base Aérea N.º 4 (BA4), na ilha Terceira. O serviço começou às 12:50 locais (13:50 em Lisboa) e enfrentou a necessidade de acomodar mais dois doentes do que o inicialmente previsto.
Ao longo de cerca de cinco horas de voo, a aeronave ligou inter-ilhas para transferir os doentes para unidades hospitalares com resposta especializada. A operação terminou às 21:00 locais, com aterragem na BA4.
Operação de resgate nos Açores
Devido à elevada complexidade, houve coordenação estreita entre a FAP e os serviços de emergência médica, com quatro ambulâncias na pista da BA4 em alguns momentos para encaminhar os pacientes de forma rápida.
A semana foi marcada pela atividade da Esquadra 502, que já realizaram dois transportes de doentes e três missões de busca e salvamento, destacando a prontidão operacional da Força Aérea ao serviço da população.
No período, a FAP também realizou três missões de busca e salvamento junto a navios ao largo dos Açores, em menos de 24 horas. O primeiro resgate envolveu o tripulante de um navio mercante a cerca de 950 km da Terceira.
Pouco depois, às 13:55 locais de sábado, outra evacuação ocorreu a bordo do navio Monte Brasil, com encaminhamento do paciente para o Hospital do Divino Espírito Santo, em São Miguel.
A terceira missão envolveu o resgate de um tripulante a bordo do Kenya B, a cerca de 420 km da costa. No total, o helicóptero EH-101 Merlin contabilizou cerca de 9,5 horas de voo, e o C-295M, cerca de 5 horas.
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