- Os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo no mar das Caraíbas, matando dois homens numa embarcação alegadamente ligada ao tráfico de droga, e deixando seis náufragos.
- O ataque eleva para 210 o total de mortos desde o início da campanha, em setembro, segundo a Administração dos EUA.
- OSouthcom afirmou que o navio navegava por rotas conhecidas de tráfico e que não houve baixas entre militares americanos; seis homens sobreviveram.
- A Guarda Costeira dos EUA foi avisada para coordenar buscas e salvamento, mas não está claro se os sobreviventes foram resgatados.
- Há críticas de especialistas e de organizações internacionais sobre execuções extrajudiciais; deputados exigem divulgação de imagens do primeiro ataque e o Pentágono abriu uma investigação interna.
O exército dos Estados Unidos realizou mais um ataque aéreo contra uma embarcação supostamente ligada ao tráfico de droga no mar das Caraíbas, neste domingo. Dois homens morreram, e seis ficaram náufragos, segundo as autoridades. A ofensiva eleva para 210 o total de mortos desde o início da campanha, em setembro, ordenada pela Administração do Presidente Donald Trump.
O Comando Sul dos EUA (Southcom) informou, via X, que a embarcação seguia rotas conhecidas de tráfico de droga na região. Imagens em preto e branco mostraram o barco a arder e a ser envolto por uma explosão, sem detalhes adicionais sobre o estado dos demais ocupantes.
O Southcom indicou que nenhum militar norte-americano ficou ferido e que os seis náufragos foram notificados à Guarda Costeira para iniciar buscas e salvamento. Ainda não ficou claro se os sobreviventes do ataque de hoje e os dois homens que sobreviveram ao ataque anterior, na terça-feira, foram resgatados, conforme reportado pela NBC.
Contexto da ofensiva
Este é o segundo ataque com relatos de sobreviventes em menos de uma semana. Em 16 de junho ocorreu uma operação semelhante que deixou dois náufragos. A Guarda Costeira disse ter encerrado as buscas sem encontrar sobreviventes nem destroços. A Administração Trump não apresentou provas cabais de que as embarcações visadas participavam de tráfico de droga, conforme a NBC.
Especialistas e organizações internacionais destacam preocupações sobre possíveis violações do direito internacional em operações extrajudiciais. A busca por justificar as ações envolve a alegação de combate ao tráfico, com o governo a sustentar que os navios operavam em rotas de drogas, sem apresentar evidências conclusivas.
O Pentágono anunciou que um órgão de supervisão interno irá investigar as operações. Parlamentares norte-americanos exigiram a divulgação de imagens completas do primeiro ataque e levantaram dúvidas sobre relatos de uma segunda investida contra sobreviventes. A Casa Branca informou que a segunda ação ocorreu em legítima defesa, nos termos das leis de guerra, enquanto advogados e especialistas questionam a legalidade de atingir sobreviventes.
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