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Famílias endividadas recorrem a créditos pessoais para cobrir despesas básicas

Famílias endividadas recorrem cada vez mais a créditos pessoais para pagar despesas básicas, devido ao aumento do custo de vida, à inflação e aos juros mais elevados

Leonardo Negrão
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  • O custo de vida mais elevado e o peso da habitação estão a levar famílias portuguesas a recorrer aos créditos ao consumo e aos cartões de crédito para pagar despesas básicas.
  • As faturas no final do mês continuam a subir e há mais famílias com dificuldades em cobrir despesas correntes, incluindo alimentação.
  • Dados da Deco indicam que o número de famílias a recorrer a créditos pessoais para pagar despesas essenciais tem aumentado nos últimos anos.
  • A inflação elevada e o aumento das taxas de juro tornam os créditos mais caros e dificultam o pagamento das dívidas.
  • A Deco alerta para o risco de sobreendividamento e defende planeamento financeiro, educação financeira e medidas de apoio por parte do Governo e do sistema financeiro.

O aumento do custo de vida e o peso da habitação estão a levar famílias portuguesas a recorrer cada vez mais a créditos ao consumo e a cartões de crédito para conseguir pagar despesas básicas, como a alimentação.

Faturas no final do mês acumulam-se e a pressão financeira cresce entre as famílias, segundo relatos associados a esta tendência de consumo.

A subida de preços e a necessidade de manter itens cotidianos estão na origem deste aumento do endividamento entre agregados familiares.

Dados da Deco indicam um crescimento do recurso a créditos pessoais para cobrir despesas essenciais nos últimos anos. A inflação elevada e as taxas de juro altas tornam os empréstimos mais onerosos e dificultam o pagamento das dívidas.

A Deco alerta para um quadro de endividamento progressivo e risco de sobreendividamento. A organização recomenda planeamento financeiro rigoroso e evitar recorrer a créditos de forma impulsiva ou descontrolada.

Medidas e respostas

As dificuldades exigem atenção de famílias, instituições financeiras e Governo. Defende-se promoção de educação financeira, apoio financeiro direcionado e medidas que actualizem regras de crédito para reduzir riscos de incumprimento.

Fontes também destacam a necessidade de informação transparente sobre condições de empréstimo e prazos para evitar dificuldades futuras.

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