- Trabalhadores da EMEL iniciam hoje uma greve parcial de quatro dias, exigindo uma revisão salarial digna e mantendo um plenário na sexta-feira junto à Câmara Municipal de Lisboa (CML).
- A greve é de duas horas por turno: 10h00‑12h00 e 15h30‑17h30 no primeiro turno, 18h00‑20h00 no turno da noite e 06h00‑08h00 no turno da madrugada, com piquetes junto à sede da EMEL no Lumiar.
- O dirigente do CESP prevê um grande impacto na fiscalização e nos parques de estacionamento de Lisboa, devido à paragem a meio dos turnos.
- Os trabalhadores consideram inaceitável a proposta de aumento de 25 euros apresentada pela EMEL e pedem cerca de 150 euros, bem como a negociação de diuturnidades e outras medidas de valorização da antiguidade.
- A mobilização foi aprovada em plenário a 01 de junho e surge num contexto de insatisfação face à gestão da empresa, com novo plenário agendado para sexta-feira a partir das 13h00 junto da CML.
Os trabalhadores da EMEL — Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa — iniciaram hoje uma greve parcial que se prolonga até quinta-feira. A paralisação ocorre no âmbito de uma defesa de uma revisão salarial digna, com novo plenário marcado para sexta-feira junto à Câmara Municipal de Lisboa, acionista única.
A greve vai decorrer em quatro dias consecutivos, com duas horas diárias por turno. O primeiro turno fica marcado entre as 10h00 e as 12h00, depois entre as 15h30 e as 17h30, com piquetes junto à sede da EMEL, no Lumiar. O turno da noite para as 18h00-20h00 e o turno da madrugada entre as 06h00-08h00 também são afetados.
Reivindicações e negociações
Orlando Gonçalves, do CESP, afirmou que o impacto se fará sentir sobretudo na fiscalização e nos parques de estacionamento de Lisboa. As paradas a meio do turno obrigam os trabalhadores a sair aos pontos para picar o registo e regressar depois.
Os trabalhadores defendem uma revisão salarial significativamente superior aos 25 euros propostos pela administração. O plenário realizado a 1 de junho, junto à CML, contou com cerca de 100 trabalhadores, num total de 800, segundo o CESP.
Contexto económico e desfechos esperados
Segundo o sindicalista, a vaga de patrocínios desvia verbas que podiam servir para salários. O conselho de administração de EMEL propôs este ano um aumento de 25 euros, considerado insuficiente e aquém das possibilidades da empresa.
As reivindicações incluem a implementação de diuturnidades e a negociação séria do Caderno Reivindicativo, com compromisso para valorizar a antiguidade. O plenário de sexta-feira, marcado para as 13h00, decorrerá junto à CML para avaliar novas ações de luta.
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