- Machu Picchu passou a permitir 5.600 visitantes por dia na época alta, acima dos 4.600 anteriores, conforme resolução do Ministério da Cultura de outubro de 2025.
- A medida aplica-se aos períodos de 1 de janeiro; 2 a 5 de abril; 19 de junho a 2 de novembro; e 30 a 31 de dezembro de 2026.
- O sítio, na região de Cusco, registou afluxo maciço desde maio, gerando longas filas e descontentamento entre visitantes.
- Durante a época alta continua a venda de mil bilhetes por dia presencialmente, com propostas para tornar o acesso mais sustentável e ordenado.
- A organização New 7 Wonders alerta para riscos de infraestruturas em Machu Picchu e aponta para instabilidade política peruana como motivo da ausência de reacção oficial.
O número diário de visitantes de Machu Picchu subiu para 5600 durante a época alta, em vigor desde o início deste período. A decisão foi anunciada pela Direção Descentralizada de Cultura de Cusco.
A mudança fixa a capacidade máxima em 5600 por dia, conforme resolução do Ministério da Cultura do Peru emitida em outubro de 2025. Este regime aplica-se a 1 de janeiro e aos períodos de 2 a 5 de abril, 19 de junho a 2 de novembro, e 30 a 31 de dezembro de 2026.
Segundo a agência Andina, o fluxo intenso desde maio originou longas filas para bilhetes, vendidos online e presencialmente no quarteirão de Machu Picchu. Visitantes chegam via comboio e percorrem o Caminho Inca partindo de Ollantaytambo.
Maritza Candia, diretora da Cultura em Cusco, indicou que, durante a época alta, continuam a ser vendidos mil bilhetes por dia no balcão físico, com propostas para tornar o acesso mais sustentável e ordenado.
A responsável acrescentou que existe a possibilidade de ampliar a capacidade, mas isso dependerá de um estudo técnico. Não se pode simplesmente aumentar o número sem avaliar as condições do monumento.
No dia 25 de maio, a organização New 7 Wonders alertou para riscos de infraestrutura que afetam o estatuto de Machu Picchu como nova maravilha do mundo. O diretor da instituição citou falhas de resposta oficial no Peru.
Jean Paul de la Fuente apontou que houve repetidos comunicados ao Governo, mas a instabilidade política e as mudanças constantes de ministros contribuíram para a demora na resposta.
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