Inocência Mata, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, lembra episódios de racismo marcando os anos 1990, aos quais seguiu uma redução dessas ocorrências nas décadas mais recentes.
A docente afirma que os estudos africanos e pós-coloniais continuam a ser tratados como um setor periférico na universidade, o que classifica como racismo epistémico que compromete o reconhecimento académico.
Durante uma conversa para o podcast O que fazer quando tudo arde, Mata compara a situação em Portugal com a do Brasil, argumentando que em Portugal persiste uma pressão xenófoba, ao passo que, segundo ela, no Brasil não se observa uma prática de expulsar negras para a terra de origem.
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