Cuba enfrenta uma crise energética agravada por medidas associadas aos EUA, com cortes de energia que podem ultrapassar as 20 horas diárias. Em Havana, os apagões afetam ventiladores e ar condicionados, intensificando o calor e o desconforto da população. O que acontece é que a infraestrutura eléctrica cubana anda à beira do colapso.
Segundo autoridades cubanas, o país integra um “cerco petrolífero” promovido pelos Estados Unidos desde janeiro, o que compromete o abastecimento de combustível. O cenário económico já fragilizado agrava a capacidade de manutenção da rede elétrica. A explicação oficial foca na pressão externa sobre recursos.
Os dias quentes também têm impacto nos serviços urbanos, com o lixo nas ruas a acumular-se e a sensação de desorganização a aumentar entre moradores. Além do calor, as noites sem sono passam pela humidade, mosquitos e falhas constantes de iluminação pública.
A capital, Havana, é apontada como exemplo de uma situação que se estende a várias regiões da ilha. A população tenta adaptar-se com soluções de curto prazo, como geradores, embora sem garantias de estabilidade energética a curto prazo. O governo cubano mantém o foco na recuperação da rede.
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