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Mortes por ébola na RDCongo sobem para 245

Mortes por ébola na RDCongo sobem a 245 em 933 casos confirmados; autoridades ampliam vagas hospitalares e mantêm foco em detecção e tratamento

Surto foi oficialmente declarado em 15 de maio na província de Ituri
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  • O Governo da RDCongo elevou para 245 o número de mortes na epidemia de ébola, entre 933 casos confirmados, declarada a 15 de maio na província de Ituri.
  • A taxa de letalidade é de cerca de 26%, com 80 infetados que já recuperaram e tiveram alta.
  • Há 416 pessoas hospitalizadas nos centros de tratamento, com capacidade para mais de 516 camas.
  • Não está em análise um lockdown em Bunia; a prioridade é detetar rapidamente os casos, tratar os doentes gratuitamente e sensibilizar a população.
  • O surto já se expandiu para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, chegou a Uganda com 19 casos e a OMS classificou a epidemia como emergência de saúde pública de importância internacional.

O Governo da RDCongo atualizou o balanço do surto de ébola na região leste: já são 245 mortes entre 933 casos confirmados. A doença foi declarada em 15 de maio, na província de Ituri, e manteve-se como foco principal. A taxa de letalidade fica em torno de 26%.

Duas áreas do país são afetadas pela epidemia: Ituri, onde o surto começou, e as províncias vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul. A OMS classifica o episódio como epidemia e mantém o monitoramento na região, com atenção ao risco regional.

Na conferência em Bunia, o ministro da Saúde, Samuel Kamba, anunciou que 80 infectados já receberam alta após tratamento. Atualmente, centenas de pessoas permanecem hospitalizadas, com capacidade para mais de 500 camas nos centros de tratamento.

Desdobramentos regionais

O surto já atingiu o Uganda, com 19 casos confirmados, incluindo 14 importados da RDCongo, e duas mortes. A OMS indica que a estirpe Bundibugyo do ébola continua sem vacina autorizada nem tratamento específico.

A organização aponta que o vírus pode ter circulado em Ituri dois meses antes da declaração oficial. Em 17 de maio, a OMS classificou a epidemia como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

O ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, provocando febre, vómitos, diarreia e hemorragias. O objetivo das autoridades é detetar casos rapidamente, tratar gratuitamente e sensibilizar a população.

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