À medida que a procura por viagens aéreas aumenta, a Airbus testa tecnologias que podem mudar a circulação de aviões em espaços cada vez mais congestionados. Os primeiros resultados apontam para ganhos em segurança, eficiência e gestão do tráfego.
A empresa aponta que o número de aeronaves em voo pode duplicar nas próximas duas décadas, enquanto a infraestrutura aeroportuária não acompanha o ritmo. O desafio é operar em ambientes mais lotados e imprevisíveis devido ao clima.
Jonathan Rigaud, responsável pelo projeto de demonstração Optimate, descreve o sistema como uma plataforma de automação inteligente que usa IA, deteção quântica e fusão de dados de sensores. O objetivo é melhorar a proteção de rotas, operações e suporte aos pilotos.
O Optimate prioriza três linhas de atuação: melhorar a previsibilidade dos voos, ampliar a segurança e facilitar condições de visibilidade reduzida. O projeto também foca a circulação em terra, aguardando melhorias nas taxiways.
A Airbus testa radar, LiDAR, câmaras e visão computacional para detetar obstáculos e riscos. A IA ajuda a distinguir entre obstáculos conhecidos e evitáveis, reduzindo incertezas na manobra. A cooperação entre aviões, companhias e controladores é fortalecida.
Navegação sem depender de GPS
Outra frente envolve navegação que não depende de um único sistema. O GPS pode ficar indisponível por motivos geopolíticos ou interferência. A Airbus investiga deteção quântica, navegação visual no terreno e fusão de dados para redundância.
Rigaud explica que a navegação por sistemas inerciais já está disponível, mas a fusão de sensores aumenta a fiabilidade. A equipa considera que pilotos continuarão a decidir, com a automação a fornecer informação mais completa.
A empresa já realizou mais de 400 horas de ensaios em aeroportos complexos, incluindo o Charles de Gaulle, que tem uma extensa rede de taxiways. Os testes ajudam a identificar funções que poderão integrar aeronaves atuais ou futuras.
O objetivo é reduzir o tempo de rolagem em terra, melhorar a escolha de trajetórias de taxi e poupar combustível. O grupo afirma procurar o equilíbrio entre automação e decisão humana para voos mais seguros e previsíveis.
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