O director nacional da PSP classificou hoje como excecional e grave o envolvimento de um elemento da própria polícia num grupo de extrema-direita. Luís Carrilho sublinhou a elevada responsabilidade dos agentes e sustentou que o órgão segue com total colaboração as instituições de justiça.
Os últimos desenvolvimentos indicam que nove arguidos, incluindo um chefe da PSP ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa, enfrentam acusações no processo relacionado com o movimento Armilar Lusitano. O MP aponta para crimes de terrorismo, envolvendo-planeamento de ações contra alvos políticos, jornalistas e académicos.
A acusação detalha ainda infrações ligadas à fabricação e detenção de armamento, bem como à aquisição, treino e apoio logístico para atividades terroristas. Segundo o MP, os arguidos procuraram durante anos dispor de meios para ações futuras, mas não chegaram a concretizar-nas.
O MAL é descrito pela investigação como um grupo neonazi que terá discutido um ataque à residência oficial do primeiro-ministro, Luís Montenegro. A averiguação aponta para recrutamento, treino e fabrico de armas, incluindo componentes produzidos por impressão 3D.
Contexto e resposta institucional
Carrilho afirmou que o caso exige tratamento pelas vias judiciais competentes, reforçando a confiança da população na PSP. O dirigente salientou que a polícia, com 159 anos de história, não permite que casos de má conduta sejam varridos para debaixo do tapete.
Envolvimento interno e coordenadas
O diretor frisou que cada alegação de conduta imprópria é reportada e investigada, para manter a credibilidade institucional. A PSP reforçou o compromisso com o funcionamento adequado das regras e com a cooperação com a justiça, sem adiantar conclusões.
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