- As distritais do PS vão a votos na sexta-feira e no sábado, com 14 vencedores já anunciados e oito federações a mudar de líder.
- Cinco distritais têm corridas a dois: Braga, Bragança, Vila Real, Viseu e Coimbra.
- Mais de 45 mil militantes estão chamados às urnas nas eleições para estruturas locais, as primeiras sob a liderança de José Luís Carneiro como secretário-geral do PS.
- Em Castelo Branco, Oeste, Guarda, Santarém e Setúbal não há oposição aos respetivos presidentes; em Lisboa, Porto, Aveiro e Leiria também não há novidades.
- Em Coimbra, a disputa envolve Pedro Coimbra e Américo Baptista para a distrital, com polémica sobre cadernos eleitorais e uma providência cautelar no Tribunal Constitucional; na concelhia disputam Ricardo Lino e Rui Claro.
O PS escolhe hoje e amanhã os líderes distritais em 19 federações, com 14 vencedores já anunciados. Em oito distritais, as lideranças vão a votos sem oposição, mantendo quem já lidera. Nas restantes, disputas a dois prometem contornos competitivos.
Entre as votações, sobressai Coimbra, onde o distinto duelo envolve apoio de advogados e denúncias de irregularidades. Vários distritos mantêm líderes atuais, reforçando continuidade em estruturas regionais. As eleições decorrem em contexto de atrito institucional em alguns casos, com decisões a cargo das comissões nacional e distrital.
Nas distritais em que há duelo a dois destacam-se Braga, Bragança, Vila Real, Viseu e Coimbra, com candidaturas concorrentes a presidir a federação. Em Braga, Ricardo Costa e Sérgio Castro Rocha disputam a liderança, defendendo modelos de aproximação aos militantes e de participação local. Em Bragança, Júlia Rodrigues compete com Bruno Veloso pela direção distrital, com a candidata a apoiar uma articulação entre estruturas locais e autarquias. Em Vila Real, Rui Santos enfrenta Ricardo Almeida, numa disputa entre continuidade e renovação. Em Viseu, Armando Mourisco compete com Lúcia Araújo Silva, cada um apresentando propostas de participação, formação e atuação territorial.
Coimbra marca-se pelo recurso a providências cautelares no Tribunal Constitucional, por acusações de pagamento massivo de quotas e irregularidades em cadernos eleitorais. O atual presidente da distrital, Pedro Coimbra, e o ex-membro Américo Baptista estão entre os requerentes, enquanto o atual presidente da concelhia, Ricardo Lino, e Rui Claro disputam a liderança local. A Comissão Nacional de Jurisdição já decidiu manter a validade dos cadernos, rejeitando a nulidade.
Em Braga, o confronto surge com propostas distintas de organização interna. Ricardo Costa defende modernização, maior ligação às concelhias e à sociedade civil, enquanto Sérgio Castro Rocha privilegia proximidade, participação e atuação no terreno. As propostas apontam para maior envolvimento dos militantes e para uma federação mais presente no território.
Vila Real tem a votos Rui Santos, atual deputado e ex-presidente da câmara, frente a Ricardo Almeida, recém-entrada no secretariado concelhio. A plataforma de Santos aponta para continuidade do trabalho e valorização do interior, enquanto Almeida propõe renovação interna e envolvimento ativo dos militantes. Em Bragança, a candidatura única de Júlia Rodrigues, ligada ao presidente cessante Benjamim Rodrigues, enfrenta Bruno Veloso, com foco em demografia, economia e articulação entre estruturas locais.
As eleições, que ocorrem ao longo de sexta-feira e sábado, abrangem mais de 45 mil militantes que estão chamados a votar. Em distritos como Castelo Branco, Oeste, Guarda, Santarém e Setúbal não há oposição às atuais lideranças. Em Lisboa, Porto, Aveiro e Leiria, as recandidaturas são únicas, mantendo as lideranças atuais. Em Algarve, Baixo Alentejo, Évora, Portalegre e Viana do Castelo, há mudanças, porém com candidatos únicos, assegurando a continuidade.
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