- A adjunta no gabinete da Ministra da Saúde, Dulce Salzedas, disse estar de folga de 1 a 3 de novembro de 2024 e não saber quando foi divulgado o pré-aviso da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH).
- Alega não ter tido função de coordenação no gabinete de comunicação na altura e que o seu trabalho se centrava em apoio técnico e contacto com associações, não com jornalistas.
- Reiterou não saber como funcionava o circuito interno do pré-aviso de greve na altura e afirmou que, hoje, esse processo já não passa pelo gabinete de comunicação.
- Admitiu que, se tivesse recebido o pré-aviso, o teria transmitido ao chefe de gabinete, à ministra da Saúde e aos secretários de Estado.
- O período de greve dos TEPH, entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, registou 12 mortes, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).
A adjunta do gabinete da ministra da Saúde, Dulce Salzedas, afirmou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao INEM que não recebeu pré-aviso da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar. A declaração ocorreu durante a audição, que analisa informações anteriores à greve de 30 de outubro a 4 de novembro de 2024.
Salzedas explicou que esteve de folga entre 1 e 3 de novembro de 2024 e afirmou não saber quando é que a equipa do gabinete de comunicação recebeu informações sobre a greve. A data da comunicação, advertiu, não foi partilhada consigo.
Papel do gabinete de comunicação
A responsável disse não ter exercido funções de coordenação no gabinete de comunicação na altura. Afirmou que, nesse período, apenas prestava apoio a assessoras de imprensa, em matérias técnicas da saúde, com contacto mais frequente com associações de doentes e entidades do setor do que com jornalistas.
Contexto da greve e procedimentos internos
Questionada sobre o circuito de pré-aviso de greve, Salzedas indicou não saber como funcionava o procedimento então e afirmou que, atualmente, o processo não passa pelo gabinete de comunicação. Disse ainda que não sabe onde terá ocorrido a falha de circulação da informação.
A ouviram-na deputados que mostraram surpresa com o alegado desconhecimento, citando várias notícias sobre a greve na comunicação social. Salzedas disse não se recordar de ter lido ou visto reportagens relevantes antes dos dias críticos.
Durante as greves dos TEPH, entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, registaram-se 12 mortes, com três associadas a atrasos no socorro, segundo a IGAS. A CPI, com 24 deputados, investiga responsabilidades políticas, técnicas e financeiras no INEM desde 2019 e o papel da tutela na crise recente.
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