- Hong Kong gastou cerca de 159,5 milhões de euros em um subsídio único de 20 mil dólares de Hong Kong para novos pais, criado em outubro de 2023.
- Foram quase 72.300 candidaturas, com menos de 71.900 aceites; o subsídio mantém-se por três anos, até outubro.
- Em 2025 nasceram cerca de 31.100 bebés, uma quebra de 15,3% em relação a 2024 e o menor registo desde 1961.
- A revisão do programa está em curso e inclui análise de dados; o Governo promete ouvir deputados e a população.
- O Executivo adianta ainda que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong para novos pais pode ser prolongada para dois anos após o nascimento.
O Governo de Hong Kong gastou quase 160 milhões de euros num subsídio para novos pais, lançado em outubro de 2023. O objetivo era incentivar o aumento dos nascimentos na região.
Em 2025, Hong Kong registou o número mais baixo de nascimentos desde que há registos oficiais, com cerca de 31.100 bebés. A queda face a 2024 foi de 15,3%.
O secretário para o Trabalho e Assuntos Sociais, Chris Sun Yuk-han, afirmou que o Executivo já gastou 1,44 mil milhões de dólares de Hong Kong (159,5 milhões de euros) desde o arranque do programa. Houve quase 72.300 candidaturas, das quais perto de 71.900 foram aceites.
O subsídio único é de 20 mil dólares de Hong Kong (cerca de 2.215 euros) e tem duração de três anos, com expiração em outubro. O Governo está a rever o programa, incluindo análise de dados e consulta pública, com participação de deputados e da população.
Prazo e perspetivas
O líder do Governo, John Lee Ka-chiu, anunciou já uma consulta pública sobre o subsídio e outros incentivos à natalidade. Em 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares (14.400 euros) para novos pais deve estender-se de um para dois anos após o nascimento.
Lee argumenta que os incentivos representam uma mudança de política, não uma linha temporária. O Governo também destacou que, desde o lançamento, houve aumento de 10% nos nascimentos em 2024, para 36.700, apesar do recuo de 2025.
Contexto regional
Macau registou em 2025 também o menor número de recém-nascidos em quase meio século, com 2.871. Na China continental, os nascimentos atingiram 7,92 milhões em 2025, o pior registo desde 1949, quando foi fundada a República Popular da China. A taxa de natalidade continental ficou em 5,63 por cada mil habitantes.
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