Hegseth afirma que a Europa deve liderar a criação de uma NATO 3.0 renovada, centrada numa aliança militar de linha dura com capacidades reais. As declarações foram proferidas antes de uma reunião entre os responsáveis da Defesa da NATO, em Bruxelas, na quinta-feira.
Segundo o secretário da Defesa dos EUA, a NATO 3.0 representa o regresso, após a Guerra Fria, a uma aliança capaz de dissuadir no continente e de liderar a defesa convencional da Europa. O objetivo é reforçar a dissuasão e a capacidade militar europeia.
Trump tem pressionado os aliados europeus a aumentar o investimento em defesa, sinalizando procurar reduzir o papel dos Estados Unidos na aliança. Em maio, Washington comunicou uma redução de meios militares atribuídos à NATO e houve ameaças de retirada de tropas em determinados países, que acabou por não se concretizar de forma ampla.
Compromissos e desafios
Na Cimeira de Haia, no ano passado, os membros comprometeram-se a investir 5% do PIB em defesa até 2035, com foco também em áreas de segurança ligadas à defesa. Hegseth indicou que alguns países já cumprem, mas outros ainda precisam de fazer mais.
O responsável norte-americano destacou que o orçamento de defesa de 1,5 biliões de dólares apresentado por Trump funciona como uma mensagem estratégica ao mundo. Segundo ele, tais investimentos são cruciais para as capacidades dos EUA, para a defesa de interesses americanos e para sustentar a força da NATO e dos aliados.
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