O ataque de drones ucranianos interrompeu temporariamente as operações em todos os principais aeroportos de Moscovo. A Rosaviatsiya, autoridade de aviação russa, confirmou a suspensão de chegadas e partidas nos aeroportos de Vnukovo, Domodedovo, Zhukovsky e Sheremetyevo.
Segundo a agência, as restrições visam garantir a segurança dos voos, com uma operação de defesa aérea a neutralizar a maior parte dos drones. Moscovo registou o abatimento de mais de 180 aparelhos que se dirigiam para a cidade.
O ataque, ocorrido na noite de quinta-feira, coincidiu com uma cimeira do Presidente Vladimir Putin em Kazan. A AFP aponta que foi o maior assalto a Moscovo em dois anos, com incêndios nos arredores e danos em infraestruturas.
Impacto nos locais e respostas oficiais
O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, informou via Telegram que a refinaria da cidade foi atingida pela segunda vez esta semana e que um centro comercial sofreu danos. Testemunhos não verificados mostram fumo negro no horizonte.
O Ministério dos Transportes afirmou que os horários das companhias aéreas foram ajustados e que os passageiros receberam assistência adicional nos aeroportos. Serviços operam com apoio extra para facilitar a segurança e o fluxo de pessoas.
Crise energética e mobilização logística
As ações ukrainianas atingem também instalações energéticas russas, agravando a crise no abastecimento de combustível, já sujeito a racionamento. A guarda de vias de transporte foi reforçada para manter fluxos de combustível.
A Russian Railways criou uma equipa dedicada para assegurar entregas regulares de combustíveis. O foco está na disponibilidade de combustível de aviação e no abastecimento aos aeroportos, segundo a imprensa local.
Num contexto mais vasto, a Rússia tem vindo a impor restrições às exportações de combustível para aviação até final de novembro, escalando a preocupação com a reserva energética do país.
Entre na conversa da comunidade