- Em Évian, a cimeira do G7 terminou com Macron a descrever o encontro como “objetivamente bem-sucedido” e a firmação de uma declaração conjunta.
- A União Europeia e os EUA aproximaram posições, com promessas de sanções mais duras sobre a energia russa para pressionar Putin.
- Os europeus pretendem manter a cooperação com Washington ao mesmo tempo que fortalecem o apoio à Ucrânia, diplomacia e recursos próprios.
- Zelenskyy não conseguiu uma reunião bilateral com Trump; houve uma breve conversa entre eles à margem de outras discussões.
- Foi discutida a possibilidade de abrir canais discretos com o Kremlin, sem assumir o papel de mediador pela UE, e há cautela em relação ao acordo com o Irão.
O G7 em Évian terminou com os europeus a respirar de alívio, pese embora a influência de Trump continue a pairar sobre as relações transatlânticas. Macron descreveu a cimeira como objetiva e bem-sucedida, após três dias de negociações e uma declaração conjunta que incluiu o presidente norte-americano.
Os europeus procuraram mostrar convergência com Washington em várias frentes, nomeadamente Ucrânia, Irão e minerais críticos. Responsáveis europeus destacaram que a cimeira abriu espaço para reforçar a cooperação com os EUA, apesar da diplomacia volátil de Trump.
A declaração final reiterou apoio à Ucrânia e anunciou sanções mais duras sobre a energia russa. Fontes diplomáticas indicam que houve um momento de alinhamento entre a administração Biden e os europeus, refletido na pressão sobre Moscovo.
Macron afirmou que o encontro representa uma mudança de abordagem, com os europeus a assumirem um papel mais ativo, sem deixar de manter a comunicação estreita com Washington. O objetivo é sustentar o apoio à Ucrânia enquanto se exploram caminhos para a paz.
Zelensky participou em reuniões sem garantir encontro bilateral com Trump, limitando-se a interações marginais. Um responsável da UE frisou que a UE não se apresenta como mediadora, mas como apoiadora de Kiev, com debates sobre uma linha de comunicação com o Kremlin a ocorrer entre líderes europeus.
António Costa, representando os 27, testou discretamente canais diplomáticos para aferir possibilidades de diálogo com Moscovo, ainda sem conteúdo discutido. O tema deverá entrar na agenda da cimeira de líderes europeus, com a presença de Zelenskyy.
Ao final das sessões, os europeus destacaram o acordo entre Trump e o Irão como uma via para reduzir tensões, ainda que permaneçam dúvidas sobre o programa nuclear de Teerão. O debate sobre paz no continente manteve-se no centro das atenções.
Enquanto Trump seguiu para um jantar em Versalhes, para celebrar 250 anos de amizade franco-americana, Macron sublinhou que o palácio é um instrumento de diplomacia. O resultado do G7 é visto como uma via para estabilizar cenários energéticos e a cooperação internacional.
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