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Fenómenos climáticos em África deixam mortos e milhões afetados em 2025

Mais de três mil mortos e treze milhões de pessoas afetadas por fenómenos climáticos extremos em África em 2025, com recuo dos glaciares africanos acima de 90% no Kilimanjaro

Africa do Sul, inundações
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  • Em 2025, mais de 3.000 pessoas morreram e 13 milhões foram afetadas por fenómenos climáticos extremos na África, com impactos em cascata na economia e na sociedade.
  • A temperatura média anual à superfície em África ficou 0,51 °C acima da média de 1991-2020; os glaciares africanos perderam mais de 90% da área desde o final do século XIX, sendo o Kilimanjaro reduzido de 11,4 km² em 1900 para menos de 1 km² nos últimos anos.
  • O aquecimento dos oceanos persiste, com o nível do mar a subir ao longo das costas africanas entre 1999 e 2025, apesar de o conteúdo térmico e a temperatura da superfície do mar não terem atingido os níveis recorde de 2023/2024.
  • Em termos de preparação, apenas 40% dos países dispõe de sistemas de alerta precoce multirriscos; houve melhorias na cooperação entre serviços meteorológicos, gestão de catástrofes e autoridades locais.
  • Moçambique foi atingido pelos ciclones Dikeledi (janeiro) e Jude (março), além do cyclone Chido (dez de 2024); Jude afetou mais de um milhão de pessoas, com 16 mortos e mais de 492 mil deslocados.

Ocaso de 2025 em África ficou marcado por fenómenos meteorológicos e climáticos extremos que deixaram mais de 3.000 mortos e afectaram 13 milhões de pessoas. O dado surge num relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado esta quinta-feira, que alerta para impactos em cascata em todos os setores da sociedade e da economia do continente.

A análise agrega contributos de serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais, centros climáticos e parceiros das Nações Unidas. Indica que apenas 40% dos países possuem sistemas de alerta precoce multirriscos, apontando para a necessidade de ações coordenadas para salvar vidas e meios de subsistência.

Clima e temperatura

Segundo o relatório, a temperatura média anual em África ficou 0,51 °C acima da média de 1991-2020 em 2025. Paralelamente, o calor intensifica eventos extremos como cheias e secas, com impactos sentidos em várias regiões do continente.

Mudanças estruturais no relevo

Os glaciares africanos retraram-se drasticamente, perdendo mais de 90% da área desde o fim do século XIX. No Kilimanjaro, a área glaciar caiu de 11,4 km² em 1900 para menos de 1 km² nos últimos anos, evidenciando uma redução persistente de massas de gelo.

Oceanos e nível do mar

O aquecimento dos oceanos mantém-se, com o conteúdo térmico e a temperatura de superfície abaixo dos máximos de 2023 e 2024 em 2025. Contudo, o nível do mar tem aumentado ao longo das costas africanas entre 1999 e 2025, superando em várias regiões a média global de 3,6 mm por ano.

África Austral e o papel dos países lusófonos

Na África Austral, grande parte das precipitações superou a média, com Moçambique destacado pelo registo de excedentes. O país foi atingido por ciclones tropicais no início de 2025, afetando zonas já vulneráveis a inundações e deslizamentos.

Ciclones em Moçambique

Duas famas de ciclones atingiram o território em 2025: Dikeledi, em janeiro, e Jude, em março, após o efeito do ciclone Chido, de dezembro de 2024. A passagem de Jude afetou mais de um milhão de pessoas, registando-se 16 mortes e mais de 492 mil deslocados.

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