O Qatar mostra cautela e ao mesmo tempo optimismo face ao acordo-quadro entre os EUA e o Irão, que deverá ser assinado na sexta-feira em Genebra. O objetivo é restabelecer a normalidade no Golfo, incluindo a reabertura do estreito de Ormuz.
Majed Al Ansari, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, afirmou que o passo é inicial e não um acordo final. O diplomata participou no briefing semanal em Doha, destacando os progressos e os desafios que persistem.
Apesar do otimismo, o governo qatari refere que não deverá haver retorno rápido à normalidade regional. Acordos de longa data dificultam uma mudança rápida de cenário, segundo o porta-voz.
Desdobramentos
O acordo-quadro deverá prever a reabertura de Ormuz, facilitando a navegação e a continuidade do fornecimento de GNL pelo Qatar. A medida visa aliviar a pressão sobre os mercados energéticos globais.
Al Ansari acrescentou que o maior desafio surge após a assinatura, com a reconstrução de confiança e comunicação entre as partes envolvidas, bem como a definição de uma nova configuração regional.
O Qatar reiterou o seu empenho na mediação liderada pelo Paquistão e salientou a importância de evitar novas hostilidades, mantendo o papel de facilitador do diálogo.
Reação internacional
Durante uma reunião bilateral com o emir Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cimeira do G7, o presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou o papel de Doha na mediação. Trump destacou a coragem do país e a cooperação com Washington.
O emir agradeceu o reconhecimento, mas enfatizou que o acordo de cessar-fogo requer acompanhamento substancial para sustentar o processo de paz e reduzir tensões.
O governo qatari refere que continuará envolvido no esforço de paz e que seguirá a acompanhar o desenvolvimento da situação na região, de forma responsável e neutra.
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