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Trump aponta abertura total de Ormuz para sexta-feira após acordo de paz

Ormuz ficará totalmente aberto a partir de sexta-feira após acordo entre os Estados Unidos da América e o Irão, com controvérsia sobre rotas seguras

Antes do conflito, ocorriam cerca de 120 travessias diárias na passagem comercial
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  • Donald Trump afirmou, em França, que o estreito de Ormuz ficará “totalmente aberto” a partir de sexta-feira, após o acordo de paz com o Irão assinado em Genebra.
  • No terreno, o tráfego marítimo no estreito permanece praticamente paralisado, com uma média de 6,4 navios por dia na última semana, face a cerca de 120 antes do conflito.
  • O Irão bloqueou a via desde o final de fevereiro; o acordo, segundo a AFP, terá sido assinado eletronicamente por Trump, o vice-presidente, e o Presidente do Parlamento iraniano.
  • A questão das portagens no canal tem estado em discussão; Emmanuel Macron rejeitou a ideia de portagens, dizendo que não devem aumentar o custo da energia, e as negociações técnicas devem arrancar em breve.
  • Israel rejeita o acordo, mantendo forças no Líbano, Síria e Gaza; entre as reações, a União Europeia defende a liberdade de navegação e Portugal reforça a mediação de Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Turquia.

O estreito de Ormuz poderá estar “totalmente aberto” a partir de sexta-feira, após a assinatura de um acordo de paz entre Washington e Teerão. A afirmação foi feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma visita à cimeira do G7 em França, em declarações feitas aos media próximos de Emmanuel Macron. O tema surgiu na sequência de negociações bilaterais com o Irão e de propostas de cooperação naval entre Londres, Paris e outras capitais.

Trump afirmou que não é necessário o envolvimento de muitos países para manter a passagem aberta, mas não descartou a presença de uma ou duas nações para apoiar a operação, sugerindo que a França poderia ter um papel adequado. Macron reiterou a disponibilidade de ajudar, sem confirmar detalhes operacionais.

A passagem tem sido apontada como arriscada desde o início do conflito na região, com quedas no tráfego marítimo face ao bloqueio imposto pelo Irão. Dados de monitorização indicam paralisia quase total, com apenas algumas travessias diárias, bem abaixo das cerca de 120 que ocorriam antes dos confrontos.

Desdobramentos e contexto

Fontes ligadas a organizações de transporte marítimo indicam que ainda faltam detalhes, como horários e rotas seguras, para a retoma plena da navegação. Armadores consideram as condições pouco claras e, por isso, arriscadas as travessias neste momento.

O Irão manteve o bloqueio da via desde o início do conflito, em retaliação a ataques norte-americanos e israelitas. O acordo, esperado para ser assinado em Genebra, Suíza, foi acordado entre Washington e Teerão com a coordenação do Paquistão, mediador das negociações.

No quadro da cimeira do G7, o Vice-Presidente dos EUA, JD Vance, mostrou expectativas de abertura sem portagens a longo prazo. A possibilidade de cláusulas externas sobre tarifas tem estado em discussão, com França e outras potências a defenderem a abstenção de taxas para evitar impactos nos preços energéticos.

Reações internacionais

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a importância da liberdade de navegação para a estabilidade regional e para a economia global. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou o fim da guerra e indicou que a União Europeia pretende contribuir para uma paz duradoura.

Portugal recebeu agradecimentos oficiais pelo papel de mediação internacional, com reconhecimento à cooperação do Paquistão e aos contributos do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia. A posição portuguesa traduz um foco na estabilidade regional e na segurança marítima.

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