O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante a cimeira do G7, em Évian (França), que não precisa de muita ajuda internacional para reabrir o estreito de Ormuz, após um acordo com o Irão. A declaração foi feita numa intervenção direta ao tema da livre circulação no estreito, considerado estratégico para o fluxo de crude.
Trump também indicou que a participação de navios de outros países poderia ocorrer, desde que haja benefício claro, sugerindo que a presença de um ou dois barcos de nações amigas poderia ser suficiente. O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, reiterou a disponibilidade de uma missão militar internacional conjunta franco-britânica, caso seja solicitada.
Coligação internacional e condições
Antes do encontro bilateral, Macron indicou que cerca de 20 países estariam dispostos a contribuir para a restauração da livre circulação no estreito, mas apenas se os dois lados do conflito solicitarem a intervenção. O presidente francês sublinhou que a oferta depende da vontade dos Estados Unidos e do Irão.
Macron afirmou ainda que a coligação liderada pela França e pelo Reino Unido já reúne aproximadamente 20 países prontos a fornecer uma solução concreta. A cooperação internacional, explicou, visa apoiar o acordo entre Washington e Teerão, anunciado no fim de fim de semana, para promover estabilidade regional e a normalização da circulação no estreito.
O estreito de Ormuz é vital para o fornecimento global de petróleo, com impacto na economia mundial, segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM) e outras organizações internacionais. A região tem registado perturbações desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irão.
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