- A greve nacional de professores do pré-escolar e do 1.º ciclo encerrou, no total, pelo menos 1.035 escolas sem educadores, com uma adesão de cerca de 80%.
- O sindicato Sinape pediu direitos iguais aos colegas de outros níveis, redução de horário para 22 tempos letivos semanais e possibilidade de reformar mais cedo; outros sindicatos também participaram na paralisação.
- Uma comitiva do Sinape reuniu-se com um assessor do Presidente da República, tendo ficado marcada uma reunião com a assessoria de educação da Presidência para julho.
- O protesto junto ao Palácio de Belém começou às 11h, com foco na equidade nos horários de trabalho e no calendário escolar; várias organizações do setor apoiaram a greve.
- Um inquérito do Movimento de Professores em Monodocência e da plataforma Metaprof revelou desgaste rápido (86%) e falta de recursos humanos (72%); até às 12h30, 365 escolas já estavam encerradas ou condicionadas.
A greve nacional de professores do pré-escolar e do 1.º ciclo levou ao encerramento de grande parte das escolas no país. A paralisação foi convocada por vários sindicatos, que também convocaram uma concentração junto ao Palácio de Belém, hoje.
Segundo o Sinape, um dos organizadores, pelo menos 1035 escolas ficaram sem docentes. A adesão é estimada em 80%, considerando o histórico de negociações com o poder político. O grupo alega que se mantém sem resposta sobre condições de trabalho e horários.
A paralisação decorre numa perspetiva de exigir equidade com outros níveis de ensino, redução de carga horária e possibilidade de reformar mais cedo. A comitiva do Sinape foi recebida por um assessor da Presidência, com promessa de reunião na área da educação em julho.
Concentração junto ao Palácio de Belém
A iniciativa reuniu dezenas de docentes desde as 11h, com a expectativa de apresentação de um caderno reivindicativo. Além do Sinape, participaram a Fenprof, o S.T.O.P. e o Spliu, que já haviam anunciado a greve em defesa dos monodocentes.
Dados de participação norteiam o movimento, com recurso a uma plataforma que acompanha o impacto da greve. O inquérito do Movimento de Professores em Monodocência indicou desgaste elevado entre docentes e informou falta de recursos humanos nas escolas.
À hora do meio-dia, a metaPROF indicava que 365 escolas estavam encerradas ou com funcionamento condicionado. Tais números refletem a intensidade da paralisação em várias regiões do país.
Entre na conversa da comunidade