A Colina de Alcântara, entre a Avenida de Ceuta, o acesso à Ponte 25 de Abril e a linha férrea, é alvo de investimentos, mas carrega carências básicas. O bairro atrai promessas de desenvolvimento, porém padece de espaços verdes, equipamentos públicos e passeios. O aumento de circulação de viaturas também é visível nas vias estreitas.
Na casa 18 da Rua da Cascalheira, Emília Coelho, de 85 anos, observa mudanças ao longo de décadas. Mora ali desde 1963 e recorda um tempo em que a rua era mais viva, com pessoas a conversar até tarde e crianças a brincar na rua. Hoje, identifica uma transição marcada pela diminuição da atividade pública.
Contexto
Especialistas apontam processos de gentrificação como parte da mudança demográfica e económica na zona, com impactos na renda local e no comércio tradicional. Investidores aproximam-se por acessibilidades e infraestruturas, enquanto faltam serviços básicos para a população residente. Ainda não há consenso sobre o ritmo de transformação.
Entre na conversa da comunidade