O estudo produzido pelo INEGI, em parceria com a APREN, revela que a energia eólica sustentou 25,4% do consumo de eletricidade em Portugal continental em 2025. A produção alcançou 13,5 TWh num consumo total de 53,1 TWh.
Apesar do ganho, o relatório aponta que as metas do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 são ambiciosas, exigindo maior velocidade na implementação de novos projetos. A avaliação reforça a necessidade de cooperação entre público e privado para acelerar o desenvolvimento.
Susana Serôdio, da APREN, indica estagnação recente da energia eólica e aponta dificuldades em licenciamento, prazos, avaliação de impacte ambiental, condições de mercado e rede como entraves à subida de oferta.
Perspetivas de implementação e dinâmica de projetos
Em 2025, estavam mapeados 446,8 MW em construção, sendo cerca de 80% de novos projetos, incluindo Tâmega Norte (194,4 MW) e Tâmega Sul (79,2 MW). A maior parte dos trabalhos envolve hibridizações com outras fontes renováveis.
Os projetos de reequipamento correspondem a 14% da potência em construção, enquanto 6% dizem respeito a sobreequipamento, com maior injeção de potência. O quadro indica um registo de nova atividade, ainda assim contido.
Portugal totaliza 6 GW de capacidade instalada de eólica, ainda entre os 10 primeiros da Europa. A liderança europeia é da Alemanha (77,7 GW), seguida pela Espanha (33,2 GW).
Distribuição geográfica e cenários futuros
Viseu continua a liderar a potência instalada com 1231,1 MW, seguido por Coimbra (745,7 MW), Vila Real (696,3 MW) e Guarda (653,2 MW). Evora permanece sem aerogeradores na parte continental.
As regiões autónomas acumulam 106,4 MW operacionais, com Madeira a 63,8 MW e Açores a 42,6 MW. Em terra, o futuro passa pelo reequipamento, mantendo espaço para crescer, segundo a APREN.
A valorização da hibridização com solar ganha relevância, dada a queda de preços da produção fotovoltaica, o que pode aumentar a rentabilidade dos parques eólicos durante períodos de maior produção solar.
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