Os habitantes de Lisboa enfrentam uma crise de habitação que empurra famílias para além das fronteiras do centro. Em várias zonas da cidade, marchas expressam o desejo de permanecer nos bairros que os viram crescer.
Apesar das resistências, a dinâmica de expulsão é citada por quem vive nas zonas históricas. Marchas reúnem residentes que, em distintos pontos da cidade, defendem a permanência nos bairros de Alfama, Bairro Alto e Mouraria.
A iniciativa ocorre numa altura em que a procura de casa supera, em muitos casos, a oferta, aumentando a pressão sobre moradores de longa data. A mobilização visa sensibilizar autoridades para soluções de curto e médio prazo.
Histórias de marchantes
Fábio Pereira, natural de Palmela, participa na marcha pela Mouraria, bairro onde costuma conviver com familiares. O jovem afirma querer manter-se na área, apesar das dificuldades residenciais.
Carmen Gonçalves, do Bairro Alto, marcha pelo seu bairro de sempre, defendendo a continuidade de residência na zona central da cidade. Ato ocorre num contexto de pressão imobiliária na área.
Rui Albino reside actualmente no Barreiro e junta-se à marcha pelo Alfama, bairro onde cresceu. A participação pretende afirmar a importância de manter vivas as dinâmicas comunitárias históricas.
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