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Parlamento aprova isenção de IRS para indemnizações a vítimas de abusos sexuais na igreja

Parlamento aprova, na generalidade, isenção de IRS para indemnizações a vítimas de abusos sexuais na igreja, com mecanismo a estabelecer em sede de especialidade

Parlamento em dia de cerimónia dos 50 anos da Constituiçao Portuguesa
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  • O parlamento aprovou na generalidade a isenção de IRS para indemnizações pagas a vítimas de abusos sexuais na igreja católica.
  • A aprovação incluiu propostas do Governo, bem como de Bloco de Esquerda, Chega, Livre e uma resolução do PAN.
  • O debate de quinta-feira gerou consenso sobre não tributar as compensações pagas às vítimas.
  • Os deputados concordaram ainda que é necessário encontrar uma solução na fase de especialidade.
  • O objetivo é criar um mecanismo generalizado de isenção fiscal para compensações extrajudiciais a vítimas de abusos sexuais ou contra direitos fundamentais.

O parlamento aprovou, na generalidade, a isenção de IRS para indemnizações pagas a vítimas de abusos sexuais envolvendo a igreja católica. A medida integra propostas do Governo e de vários partidos.

Foram aprovadas, na generalidade, a proposta de lei do Governo e os projetos de lei do Bloco de Esquerda, do Chega e do Livre, bem como a resolução do PAN. A votação ocorreu esta sexta-feira.

Os deputados mostraram, no debate de quinta-feira, consenso sobre não tributar as compensações pagas às vítimas. A discussão seguiu para a fase de especialidade, com o objetivo de criar um mecanismo generalizado de isenção fiscal para indemnizações extrajudiciais.

A iniciativa visa eliminar a tributação das indemnizações pagas por abusos sexuais, assegurando uma compensação sem encargos fiscais para as vítimas. A proposta pretende cobrir pagamentos fora de processos judiciais.

Segundo os defensores, a medida poderá simplificar a reparação às vítimas e evitar entraves administrativos. O objetivo é criar uma solução uniforme que se aplique a diferentes casos de abusos e direitos fundamentais violados.

A discussão em sede parlamentar continua, com orientações para definir o regime específico de aplicação. Não houve, nesta fase, posições opostas relevantes, mantendo o foco na viabilidade técnica e na justiça administrativa.

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