- Siri Hustvedt regressa à morte e a Paul Auster para escrever sobre o luto e o que permanece depois do “nós”.
- Em Lisboa, a autora falou sobre as palavras que evitamos pronunciar.
- A escritora cita Emily Dickinson: “O abismo não tem biógrafo”, que funciona como contraponto ao livro.
- Fantasmas é descrito como um livro de luto, em parte, escrito contra a impossibilidade de biografar a dor.
- A obra aborda o que persiste após a perda e a relação entre a autora e o marido, Paul Auster.
Siri Hustvedt apresentou em Lisboa o livro Fantasmas, uma obra que explora o luto e o que permanece depois do desaparecimento do “nós”, centrando-se na relação entre a autora e Paul Auster. O encontro permitiu à escritora partilhar perspetivas sobre a dor que atravessa a ficção e a vida real, sem citar nomes explicitamente.
A autora mencionou a ideia de não haver biógrafo para o abismo emocional que acompanha a perda, citando uma poetisa norte-americana para sustentar o argumento. No âmbito da obra, Hustvedt descreve a ausência de Auster e de si própria como elementos que moldam a narrativa, aproximando o leitor da experiência de quem escreve para compreender a dor.
O evento, realizado em Lisboa, revelou ainda como as palavras que evitamos pronunciar ganham peso na construção de Fantasmas. A autora enfatizou que o livro funciona como uma resposta à impossibilidade de biografar a dor, colocando em foco o que permanece após a separação entre o eu e o outro.
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