O major-general Paulo Viegas Nunes, atual presidente da SIRESP, negou, esta quinta-feira, ter favorecido o consultor contratado irregularmente pela empresa pública. A audição ocorreu no Parlamento, em contexto de auditoria da IGF que envolve o processo de contratação da Euritex.
Nunes confirmou conhecer o dono da Euritex, Leonel Simões, e ter trabalhado com ele num projeto da NATO. Contudo, assegurou que a escolha do consultor se baseou na qualificação técnica, destacando certificações de segurança da NATO e da UE.
O antigo secretário-geral adjunto do MAI, António Pombeiro, questionou o presidente sobre possíveis irregularidades. Pombeiro afirmou divergências técnicas e disse existir “beliscadura” na folha de Viegas Nunes.
Controvérsia sobre a contratação
Questionado sobre a ligação entre o presidente da SIRESP e o dono da Euritex, o deputado Rui Rocha salientou o valor pago: 94 mil euros em 2023, por um consultor e, mais tarde, por dois consultores com salários que aumentaram. Viegas Nunes sustentou que a IGF não identificou ilegalidades.
O general reiterou que o montante mensal de 6 mil euros pela Euritex era competitivo face ao mercado na área de cibersegurança e lembrou que não omitiu informações aos restantes membros do conselho da SIRESP sobre o cruzamento de trajetórias profissionais.
Questões administrativas e estratégicas
Sobre a contratação, Viegas Nunes disse que o processo não gerou irregularidades segundo a IGF e defendeu a decisão de deslocalizar comutadores da rede de emergência para instalações militares, alegando maior segurança e condições contratuais, já que as anteriores ficavam em instalações alugadas. Pombeiro contestou a relocação, ao sustentar riscos à segurança da infra-estrutura.
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