Volodymyr Zelenskyy foi oficialmente convidado para a cimeira do G7, que decorre em Évian-les-Bains, Alta Saboia. O anúncio foi feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, na quarta-feira, 10 de junho. O encontro está marcado para os dias 15, 16 e 17 de junho.
A reunião deverá incluir uma sessão dedicada à unidade em torno da Ucrânia e à discussão de condições para diálogo com a Rússia, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022. O objetivo é fomentar convergência entre as potências do G7 e orientar as negociações sobre o conflito.
A decisão segue-se à reunião realizada no domingo em Londres entre Zelenskyy, Macron e os chefes de governo britânico e alemão, Keir Starmer e Friedrich Merz. Durante o encontro, os líderes reiteraram apoio à proposta de um diálogo direto entre Ucrânia e Rússia, com participação dos Estados Unidos e da Europa.
Nesta mesma linha, Zelenskyy já tinha apresentado, numa carta, a ideia de um encontro direto com Putin. A resposta do líder russo foi de que não via interesse, a menos que haja prévio acordo para pôr fim à guerra.
Envolvidos e contexto
Macron explicou que a cimeira visa recriar convergência no G7 para apoiar a Ucrânia, incluindo por meio de negociações. O objetivo é organizar uma sessão para promover a unidade em torno da Ucrânia e das condições para o diálogo com a Rússia.
Perspetivas no Médio Oriente
O presidente francês anunciou ainda que dirigentes de Egito, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos passarão a ser associados a uma sessão de Évian. O tema central será o estreito de Ormuz, cuja perturbação afeta preços de energia, e as negociações com o Irão.
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