O Tribunal da Relação do Porto vai decidir esta quinta-feira o futuro de Fernando Valente, acusado pelo Ministério Público de ser o autor do homicídio de Mónica Silva, grávida de sete meses desaparecida em finais de 2023 na Murtosa. O MP recorreu da absolvição proferida pelo Tribunal de Aveiro.
Mónica Silva desapareceu a 3 de outubro de 2023, após sair de casa para tomar um café, dizendo aos filhos que voltaria em minutos. A investigação da Polícia Judiciária apontou Valente como o principal suspeito, alegando que a levou para a Torreira, onde supostamente ocorreu o crime.
Segundo o inquérito, Valente e o pai de Mónica limparam a casa de forma profunda. O suspeito foi detido, ficou em prisão preventiva e depois em prisão domiciliária durante o julgamento. As sessões decorreram à porta fechada para discutir pormenores da vida íntima da vítima.
Valente foi absolvido de todos os crimes, com o tribunal a não considerar comprovado o envolvimento na morte de Mónica. O corpo da mulher não foi encontrado e a existência de uma relação entre ambos na noite do desaparecimento não chegou a ser provada.
A família de Mónica reage com cautela. António Falé de Carvalho, advogado da família, afirmou que, caso Valente seja absolvido, a esperança da família fica ainda mais limitada, mantendo-se a tristeza e a incerteza sobre o desfecho do caso.
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