O Papa Leão XIV tornou-se, pela primeira vez, um pontífice a entrar numa prisão espanhola. A visita teve lugar no Brians 1, em Sant Esteve Sesrovires, onde ficou cerca de 20 minutos junto de 80 reclusos. Este ato participou numa digressão de Barcelona dedicada aos grupos mais vulneráveis.
A passagem do Papa não foi meramente protocolar. Durante o encontro, muitos detidos encontraram apoio espiritual e motivos de esperança, recebendo o pontífice ao som de canto religioso. Casos de reclusas mostraram como a fé pode funcionar como refúgio durante o cumprimento da pena.
Entre os testemunhos, Montse, presa que trabalha a transformar o passado em aprendizado, pediu compreensão e explicou como a prisão devolveu parte da fé que julgava perdida. Josefina, cabeleireira na prisão, relatou ter encontrado força na fé após um grave ataque à sua família. O contacto com o Papa foi marcado por gestos de afeto e silêncios significativos.
Leão XIV lembrou que o passado não condena o futuro, citando Santo Agostinho. Explicou que toda pessoa é digna por ser querida por Deus e insistiu na proximidade divina, apelando a quem se sente tentado a desistir para erguer o olhar. A mensagem foi proferida em castelhano e catalão, conforme a prática da viagem.
Brians e o percurso social
Os reclusos pertenciam a Brians 1, Brians 2 e Wad Ras. No final do encontro, o Papa recebeu presentes, incluindo peças de cerâmica feitas pelos detidos. Agradecimentos dirigidos ao capelão Padre Jesús destacaram o papel da pastoral penitenciária e dos voluntários diocesanos de Sant Feliu de Llobregat. Receberam-no o ministro do Interior e o presidente da Generalitat.
Antes de Brians, o Papa visitou Madrid, onde esteve num centro de pessoas sem-abrigo gerido pela Cáritas. Em Barcelona, a agenda incluiu a Igreja de Santo Agostinho e a Abadia de Montserrat, com participação em oração do Santo Rosário, antes de terminar na Sagrada Família.
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