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Trabalhadores da Intelcia pedem mais tempo para deixar as instalações da Câmara de Fafe

Trabalhadores da Intelcia pedem à Câmara de Fafe a prorrogação do arrendamento até 31 de dezembro, para manter todos os postos de trabalho

Câmara de Fafe
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Trabalhadores da Intelcia protestaram hoje em frente à Câmara Municipal de Fafe, pedindo que o aluguer do edifício onde exercem as suas funções seja prolongado até 31 de dezembro. O movimento, que contou com mais de 50 pessoas, visa evitar o encerramento do espaço antes desse prazo, mantendo a atuação da empresa na cidade.

A Intelcia, que emprega cerca de 220 trabalhadores no call center, recebe o espaço de propriedade da autarquia do distrito de Braga. A autarquia cedeu o edifício no passado para sustentar a criação de postos de trabalho, mas pretende agora destinar o espaço à Proteção Civil local e à Polícia Municipal.

Situação atual

Segundo a porta-voz da empresa, Inês Silva, o prazo indicado pela autarquia para a saída é 31 de julho. A conclusão dos trabalhadores é de que esse período é insuficiente para encontrar uma solução viável que preserve todos os empregos. A empresa afirma ter identificado alternativas, mas entende que não é possível mudar de instalações num prazo tão curto.

Perspetivas de negociação

Inês Silva explicou que há negociações com outro município e que houve envio de uma carta ao presidente da Câmara a solicitar a prorrogação até 31 de dezembro. O objetivo é criar tempo para avaliar opções sem recorrer ao teletrabalho em larga escala.

A operacionalidade do call center é dividida entre projetos portugueses e franceses. Registam-se, neste momento, impactos ligados a diferenças de feriados e à continuidade das atividades em cada equipa, com algumas pessoas do serviço francês a manterem-se presentes no local.

Reação institucional

A Lusa contactou a Câmara Municipal, cuja resposta aponta para uma intervenção do presidente Antero Barbosa (PS) na reunião do executivo sobre o assunto previamente marcada para amanhã. Não foi apresentada até ao momento uma posição oficial da autarquia sobre a extensão do prazo.

A empresa garante que a prioridade é manter todos os postos de trabalho na cidade. No entanto, admite que o teletrabalho pode emergir como opção viável caso não haja outra solução de continuidade.

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