A IA está a transformar os cuidados de saúde, desde a tomada de notas até ao acesso à informação dos pacientes. O estudo Future Health Index 2026, da Philips, mede o impacto da IA nas tarefas diárias de médicos e enfermeiros e aponta crescimento da adoção pelas organizações. Os clínicos esperam ganhos de eficiência e melhores resultados para os pacientes.
Mais de 2.000 clínicos e 20.000 doentes em 10 países participaram no relatório, que mostra aumento do uso de ferramentas de IA nas organizações. O otimismo entre profissionais é significativo, com 80% a acreditar que os benefícios superam os riscos. A poupança de tempo surge como principal vantagem.
Perto de metade dos clínicos dizem poupar pelo menos 132 horas por ano graças à IA, sobretudo em tarefas administrativas. Enfermeiros destacam-se pela maior poupança de tempo, que pretendem aplicar na colaboração entre equipas e na relação com os doentes.
Como é que os profissionais utilizam a IA
Transcrição de notas e agendamento de consultas são algumas das utilizações mais comuns. A IA funciona ainda como apoio à decisão, ajudando a analisar radiografias e a detectar combinações perigosas de fármacos. Muitos clínicos recorrem a IA para debater ideias relacionadas com o trabalho.
Quase 40% dos inquiridos já viram a IA identificar ou evitar erros médicos pelo menos três vezes nos últimos três meses. Mais de 65% afirmam que a tecnologia aumenta a confiança na tomada de decisões.
Desafios e adopção
A procura por IA cresce mais rápido do que a resposta das organizações. Dois terços dos profissionais recorrem a ferramentas pessoais quando as opções no local de trabalho não correspondem às suas necessidades. Sete em cada dez dizem que há falhas de formação interna.
O ritmo acelerado levanta questões sobre privacidade, segurança, governação e formação específica para funções. Mesmo assim, a adoção continua como prioridade para clínicos que defendem manter um humano no centro das decisões.
Perspetivas futuras
Quase todos os profissionais esperam evoluções no papel devido à IA. Cerca de 96% prevêem mudanças na forma de trabalhar e 53% anteveem alterações significativas das funções. Quatro em cada 10 receiam perder competências clínicas pela dependência da IA.
Ao mesmo tempo, 86% afirmam que resultados gerados pela IA requerem supervisão humana. Mais de 80% acreditam que a IA não substituirá as relações com os doentes. Sete em cada dez defendem que as competências de interação humana serão ainda mais importantes.
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