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Seis georgianos vão a julgamento na França por roubo de livros russos raros

Seis georgianos em Paris enfrentam julgamento por furto de edições raras de Púchkin, parte de uma rede criminosa europeia que visava património cultural russo

«Operação Púchkin»: sete georgianos julgados em Paris por roubo de manuscritos russos originais
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Na cidade de Paris, seis cidadãos georgianos foram chamados a julgamento por furto de edições raras de clássicos da literatura russa em bibliotecas francesas de alto prestígio, num caso ligado à chamada Operação Púchkin. O processo envolve crimes de associação de malfeitores e tentativa de furto, com possíveis crimes adicionais de apropriação de obras expostas ao público.

O julgamento, que decorre até sexta-feira, havia sido aberto para sete arguidos, mas uma mulher será julgada à parte a 2 de dezembro de 2026. Entre os presentes, duas pessoas respondem à revelia e têm mandados de detenção.

Contexto do caso

As investigações apontam para uma rede criminosa organizada com ações coordenadas na Bélgica, França, Alemanha, Suíça e República Checa. Ao todo, cerca de uma dezena de países europeus registaram furtos de manuscritos russos raros, estimando-se perto de 170 obras roubadas.

Os crimes visaram principalmente obras do século XIX, incluídas edições de Aleksandr Púchkin e Nikolai Gógol, avaliadas em vários milhões de euros. Os objetos roubados tinham valor cultural elevado e impediram exposições públicas durante longos períodos.

Detalhes operacionais

Entre março e outubro de 2023, Mikheil Z. terá visitado a Biblioteca Nacional de França repetidamente para solicitar acesso a manuscritos, alegando investigação académica. Nove obras apareceram substituídas por cópias, gerando um prejuízo estimado de 650 mil euros.

Mikheil Z. já foi condenado, no ano anterior, na Lituânia, por furto organizado de edições do século XIX. Beqa T. foi condenado na Estónia a três anos e seis meses de prisão. A justiça francesa investiga ligações entre estes arguidos e repatriação de património cultural russo.

Situação atual e perspetivas

As autoridades destacam que nenhuma obra foi ainda recuperada. Uma equipa conjunta de investigadores da Europol e da Eurojust continua a trabalhar para localizar peças furtadas. A defesa envolve a BnF, que mantém a esperança de recuperar os originais, ao mesmo tempo que reforça a proteção do património.

A audiência permanece em curso, com várias peças pendentes e decisões processuais ainda por anunciar. As autoridades ressaltam o contexto internacional e o impacto na circulação de património literário raro.

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