O sismo de magnitude 7,8 que atingiu ao largo da costa de Mindanau, nas Filipinas, na noite de 8 de junho, levou moradores a retirar escombros e operadores de serviços de emergencia a mobilizarem-se para uma resposta prolongada. O abalo causou dezenas de mortes, ferimentos e uma onda de deslocações, com a avaliação de danos ainda a ocorrer.
No segundo dia após o tremor, as autoridades confirmaram pelo menos 41 mortos e mais de 450 feridos. Milhares de pessoas abandonaram as suas casas, procurando abrigo em estruturas mais estáveis ou em áreas abertas. Alertas de tsunami foram emitidos pelo Pacífico, mas foram entretanto suspensos.
Ação humanitária e danos
Em General Santos, entre as zonas mais afetadas, moradores vasculharam habitações danificadas enquanto técnicos avaliavam fissuras em edifícios com risco de desabamento. Estradas, infraestruturas públicas e serviços de energia sofreram interrupções em várias zonas do sul de Mindanau.
Sistema de saúde e escolas
Um hospital provincial em Sarangani transferiu pacientes para o exterior como precaução perante réplicas. Mais de 450 réplicas, incluindo magnitudes entre 6,5 e 6,7, têm atrasado operações de salvamento e dificultado o acesso a comunidades isoladas. 3,2 milhões de alunos foram afetados pelo início do ano lectivo, com 6.200 escolas a suspenderem aulas.
Repercussões e perspetivas
Testemunhas relataram quedas de paredes e fendas nos pisos, com água e lama a emergir do solo. Alguns proprietários adiantaram a possível demolição de edifícios próximos de zonas de falha geológica. O balanço continua sujeito a atualizações conforme as equipas de resposta prosseguem as operações de avaliação.
Quatro pessoas permanecem dadas como desaparecidas, num quadro que as autoridades consideram ainda incompleto. As equipas de socorro trabalham para disponibilizar abrigo, assistência médica e informação às comunidades afetadas, numa recuperação que se prevê longa.
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