Centenas de jovens viajaram para Madrid para ouvir o Papa Leão XIV, que afirmou não ter medo da paz. O evento ocorreu este domingo, no centro da capital espanhola, com missa presidida pelo Pontífice diante de uma multidão estimada em 1,1 milhão de pessoas, segundo autoridades locais.
O grupo principal veio de Santo Tirso, Portugal, organizado por Vasco, um jesuíta de 25 anos, que acompanhou 17 alunos do Colégio das Caldinhas. Partiram de autocarro na quinta-feira passada para assistir à celebração na praça da Cibeles, onde ficou instalado o altar.
A peregrinação envolveu jovens, famílias e devotos de várias regiões, com outros milhares de fiéis vindos de Espanha e de Portugal. A missa deu-se após uma vigília de sábado à noite com apelos à verdade, ao silêncio e à defesa da convivência entre povos.
Entre quem acompanhou o Papa, estiveram também Mafalda e Afonso, que destacaram mensagens sobre a confiança na juventude e os conselhos de discórdia perante as redes sociais. O grupo de Santo Tirso relaciona a vinda com uma esperança de mudança social.
José Guerreiro, a trabalhar na construção civil em Cádiz, integrou um grupo de 67 pessoas que viajou até Madrid para ouvir Leão XIV. O profissional descreveu o Papa como próximo, com um carisma pastoral que facilita o contacto com os fiéis.
A deslocação marca a primeira viagem papal a Espanha em 15 anos. O programa de Leão XIV inclui Madrid, Barcelona e duas ilhas das Canárias, com uma agenda que aborda imigração e políticas sociais, além da dimensão religiosa.
O estudo recente do Centro de Investigação Sociológica (CIS) aponta uma queda na proporção de católicos na Espanha, que passou de 73,5% em 2011 para cerca de 56% em 2026. A notícia é relevante para entender o contexto da visita.
Na homilia, o Papa reiterou que Cristo caminha entre os pobres e os que sofrem, pedindo que a religiosidade espanhola não se torne um museu, mas uma escola de humildade e serviço ao próximo, sem egoísmo ou indiferença.
Caso dos peregrinos de Santo Tirso, que chegaram a Madrid com bandeiras portuguesas visíveis entre grandes bandeiras do Vaticano e de Espanha, ilustra a amplitude da adesão ao evento. A maioria dos participantes era residente em Espanha, de acordo com a Conferência Episcopal Espanhola.
Entre os que ouviram a celebração, Irene, de 52 anos, de Madrid, viajou de forma independente para acompanhar o Papa. A professora destacou a serenidade da figura papal e pediu apoio aos imigrantes e às pessoas com dificuldades, mantendo o espanhol como língua de comunicação.
Entre na conversa da comunidade