O vandalismo é um crime que custa milhões às câmaras municipais. Grafitos em paredes, equipamentos públicos e monumentos aparecem com frequência, e as autarquias descrevem danos que vão além da estética.
A maioria dos casos não chega às autoridades, pois os autores não são identificados. Este factor impede a responsabilização e a cobrança de indemnizações, deixando o peso financeiro com os cofres municipais.
Em Lisboa, os grafitos custam cerca de quatro milhões de euros por ano para remover. Além disso, há relatos de danos a bustos, portas arrombadas e mobiliário urbano que elevam o montante global de perdas para as autarquias.
Impacto financeiro
O problema estende-se a várias câmaras do país, com custos elevados para reparação de infraestruturas e património. Em muitos casos, as seguradoras não indemnizam integralmente os prejuízos.
A falta de identificação de autores contribui para a baixa número de inquéritos concluídos. Consequentemente, não há resolução rápida nem responsabilização formal, agravando o impacto financeiro para os municípios.
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