Mais de 50 mil jornalistas devem cobrir o Mundial de futebol 2026, a realizar-se no Canadá, no México e nos Estados Unidos. O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) alerta para riscos de segurança que podem afetar a atuação dos media, entre fronteiras e protestos.
O CPJ sublinha que, para muitos profissionais, o maior desafio não é a bola, mas a proteção física, a liberdade de expressão e a proteção de dispositivos de trabalho. Em especial, a vigilância de fronteiras, buscas a equipamentos e detenções podem comprometer a cobertura.
Nos EUA, palco da maioria dos jogos, há relatos de interrogatórios prolongados e fiscalizações a dispositivos eletrónicos à chegada. Registos apontam vistos recusados, ou deportações, sobretudo de jornalistas estrangeiros, gerando preocupação entre equipas internacionais.
No México, o risco é descrito como físico e direto. Investigações sobre corrupção ou violações de direitos humanos podem interessar a jornalistas, com potencial para assédio e agressões. O CPJ cita ataques, online e no terreno, contra profissionais de diversas áreas.
Apoio e preparação
O CPJ, em parceria com a rede U.S. Journalist Assistance Network, criou um apoio de emergência para jornalistas. Existe uma linha jurídica 24 horas e um assistente virtual no WhatsApp que fornece orientações de segurança.
Aconselha-se preparar previamente: limpar dispositivos de dados sensíveis, conhecer direitos legais em cada território e planear rotas de segurança. Em zonas de fan zones, o uso de EPI e a atenção ao ambiente são recomendados.
Além disso, são disponibilizados apoios financeiros de emergência e aconselhamento individual para reforçar a preparação das equipas de reportagem durante o Mundial 2026.
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