A equipa de investigadores britânicos, das universidades de Cambridge e Southampton, desenvolveu a primeira vacina concebida inteiramente por inteligência artificial a ser testada em humanos. O estudo, que decorreu entre 2021 e 2023, foca-se numa vacina capaz de combater várias famílias de vírus, incluindo coronavírus e Ébola. O ensaio visou principalmente segurança, tolerabilidade e resposta imunitária inicial.
A abordagem assenta num componente ativo designado por IA, o “superantigénio”, que não mira uma estirpe específica, mas sim padrões comuns de vírus. Utilizando dados de sequências genéticas de coronavírus Sarbeco, os cientistas aplicaram aprendizagem automática para criar uma proteína que estimula o sistema imunitário contra um leque amplo de patógenos.
Administração sem agulhas e vantagens logísticas
A vacina não requer agulha: utiliza um jato microfluídico que insere o antigénio na pele com alta velocidade. Este método aumenta a acessibilidade global, reduz resíduos e facilita a aplicação em áreas com recursos limitados. Além disso, as vacinas exibem maior estabilidade térmica e não exigem cadeias de frio extremas.
Progresso do estudo e próximos passos
O ensaio inicial contou com 39 voluntários, vacinados entre dezembro de 2021 e setembro de 2023, com resultados de boa tolerabilidade e sem eventos adversos relevantes. Os investigadores planeiam iniciar um estudo de fase 2 para avaliar a resposta imunitária em uma população mais ampla e diversa, confirmando proteção de largo espetro.
Entre na conversa da comunidade