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Empresa criada na FEUP apresenta alternativa ecológica a baterias descartáveis

Startup da FEUP lança dispositivo de perovskita hermeticamente selado para alimentar IoT sem baterias, reduzindo resíduos eletrónicos

As células solares de perovskita são uma tecnologia fotovoltaica emergente produzida com materiais abundantes e de baixo custo
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A Azure Photon, startup ligada à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), anunciou ter desenvolvido um dispositivo que substitui baterias descartáveis por uma fonte de energia renovável e contínua. O serviço visa alimentar dispositivos IoT com energia a partir da luz interior, aumentando longevidade e eficiência.

A solução baseia-se em células solares de perovskita, produzidas com materiais abundantes e de baixo custo. A empresa descreve o protótipo como hermeticamente selado com frita de vidro, o que combina elevada eficiência, longa vida útil e fiabilidade energética.

Segundo os investigadores, o aumento do uso de IoT gera grande volume de resíduos devido às baterias que alimentam sensores de temperatura, humidade, movimento e qualidade do ar. A Azure Photon posiciona-se como spin-off da FEUP para evitar substituições frequentes e reduzir custos de manutenção.

Fundadores e origem tecnológica

A empresa foi criada pelos investigadores do LEPABE, Seyedali Emami e Jorge Martins, e pelo professor Adélio Mendes, do DEQB da FEUP. O objetivo é transformar a investigação universitária em soluções energéticas inovadoras e sustentáveis.

Desempenho técnico das perovskitas

As células de perovskita destacam-se pela capacidade de gerar eletricidade com baixa luminosidade. Em ambientes interiores, a eficiência de conversão atingiu 44,7%, superando tecnologias de silício e filmes finos.

Avanços de encapsulamento e estabilidade

A técnica de selagem hermética assistida por laser protege contra humidade e oxigénio, principais fatores de degradação. A frita de vidro proporciona uma barreira impermeável aos dispositivos.

Viabilidade comercial e impacto

As células já demonstraram 2500 horas de estabilidade em testes sob luz solar simulada. O know-how técnico tem origem direta na investigação do LEPABE e do FEUP, fortalecendo a viabilidade de levar a tecnologia ao mercado.

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