O ministro da Cultura do Líbano, Ghassane Salamé, disse ao Europe Today que um cessar-fogo mediado pelos EUA com Israel pode dar nova hipótese de reduzir a hostilidade entre Israel e o Hezbollah. O objetivo é evitar os confrontos que marcaram os últimos meses.
Salamé afirmou que o acordo ainda é recente e que é cedo para avaliar a sua seriedade. Também mencionou a relutância de alguns ministros israelitas em reconhecê-lo, o que agrava as dúvidas sobre a eficácia inicial.
Por outro lado, o ministro libanês realçou o papel ativo do mediador americano, defendendo que a pressão dos Estados Unidos pode permitir uma aplicação mais eficaz do cessar-fogo. O contexto regional tem aumentado as tensões entre líderes israelitas e norte-americanos.
Desenvolvimento e contexto
O anúncio surge numa conjuntura de tensões entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com o Líbano no meio do alinhamento entre os dois países. Salamé destacou que o envolvimento direto de Washington é um elemento de reforço ao acordo.
O ministro também apontou danos sofridos pelo Líbano com a recente incursão israelita. Segundo ele, várias aldeias foram devastadas e património cultural de relevância foi atingido, incluindo o Castelho de Beaufort, importante para a identidade libanesa.
Desdobramentos operacionais
O cessar-fogo depende da retirada dos combatentes do Hezbollah da área ao sul do rio Litani, além de o grupo apoiar o cessar-fogo com o desmantelamento de ataques militares. A viabilidade do acordo permanece sujeita a estes comportamentos.
Apesar do acordo, registar-se-aram ataques com drones na região de Nabatieh, no sul do Líbano, realizados pela manhã de quinta-feira, o que complica a percepção de cumprimento da trégua.
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